segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Realizar um Sonho







Realizar um sonho não é fácil, especialmente quando ele envolve viajar por cima do Atlântico, pouca grana, e esperança.

Realizar um sonho necessita paciência, meta, foco e o principal, nunca deixar de sonhar.

Desde a adolescência eu sonhava em ir para a Europa, aquele continente distante que transpira arte, arquitetura e gastronomia por todos os poros. Durante muitos anos houveram pesquisas, checagem de preços de passagens, valor de câmbio e vontade, muita vontade. Mas a grana sempre ficava aquém do que era necessário para tornar o sonho realidade. Durante anos ouvi, que nem criança, histórias de amigos que foram e vieram inúmeras vezes destes lugares distantes.

Me casei com um cara que partilha do meu sonho, podemos dizer que durante muitos anos de nossas vidas nós sonhamos a mesma coisa, só que em separado. Quando nos conhecemos começamos a sonhar juntos, mas nem com tanto sonho e vontade as coisas aconteciam.

É claro que isso causou, por vezes, frustração. Quando a coisa parecia que ia se concretizar, nos escapava pelos dedos. Então só nos restava ler blogs de viagem, guias de viagem, tudo tudo tudo. Para vocês terem noção, nós temos o guia da Folha sobre a Europa há 5 anos, exatamente o número de anos que estamos casados. Foram tantos roteiros traçados que nem te digo. De viagens organizadas a viagens completamente kamikases, nós roteirizamos tudo. Escolhemos que países iríamos conhecer por centenas de vezes, sempre mudando, sempre sonhando.

Amanhã vou realizar esse sonho. Confesso que para ir lá e comprar as passagens é necessário mais do que dinheiro, é necessário um pouco de coragem e loucura. Nunca o dinheiro que você juntou com tanto afinco vai ser exatamente suficiente. É preciso um certo planejamento, uma certa antecedência, para que os percalços encontrados no caminho possam ser sanados sem comprometer o orçamento familiar. Sempre vai aparecer alguma coisa, sempre!

E me desculpe se você já foi para a Europa inúmeras vezes e está achando tudo isso uma baboseira imensa, ou está achando este texto uma supervalorização do banal. Para mim esta viagem é um dos maiores eventos já conquistados na minha vida. Até porque neste meu evento eu carrego os sonhos de amigas, da minha mãe, e de conhecidos que nunca tiveram esta oportunidade que estou tendo. Eu tenho uma gangue viajando comigo, mesmo que em sonho.

É muito boa essa sensação de evento, é emocionante contar cada Euro comprado, ter o marido passando do seu lado, vê-lo parar, se emocionar e dizer:

- Quem diria que a gente ia conseguir.

É além de tudo uma conquista. E essa conquista é só nossa, e isso ninguém pode nos tirar.

Vamo que vamo meu nêgo, que daqui há algumas horas embarcamos rumo ao nosso sonho.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Mega Projeto: A Cômoda Incômoda.

Um dos grandes problemas do quarto de Iris sempre foi o fato de não haver lugar de "estoque". O armário dela tem duas gavetas que parecem ser dois gavetões, mas que na verdade eu caí foi em uma cilada, Bino: as gavetas têm a frente enorme, mas dentro são pequenas. Em um dos lados são PRATELEIRAS (se alguém conhecer algum adolescente que consiga manter roupas em prateleiras devidamente organizadas me avise, quero contratá-lo para dar aulas para Iris) e na outra o espaço para pendurar roupas com mais uma prateleira em cima. A escrivaninha dela tem uma mini gaveta e uma portinha e fim. De resto são prateleiras de vidro que já estavam no apartamento quando chegamos. Então, apesar de não querer gastar bzilhões de reais para reformar o quarto, algo havia de ser comprado. 

Optei por um organizador com 12 gavetas de MDF que arrematei na HR do centro da cidade por R$ 144,00. São seis gavetas pequeninas e seis gavetas compridas. Não é uma cômoda porque o móvel em si é estreito, mas já dá para esconder guardar um monte de coisas ali dentro.

Um dos primeiros passos foi escolher uma arte que o pintor do blog Bondearte (não sei o nome do artista, ele não assina o blog com o nome dele) fez da Frida Kahlo (e dá-lhe cores) para seguir uma paleta de cores para o quarto. A escolha foi essa:

Um samba do crioulo doido de cores e "a lá" o roxo no meio.
Iris é louca por listras e círculos. Então vamos ao passo a passo do móvel? Não tirei um horror de fotos porque pintar é pintar, né gente. Só fique atento em usar rolinho de espuma para a tinta acrílica, ok?

O pé embaixo da bunda dela é meu. haha


1. Lixar as rebarbas que sempre vêm nos produtos e MDF (não fotografei esse passo por que ... né? ninguém precisa me ver toda trabalhada no pó de serra.)
2. Passei base para artesanato acrílica no móvel todo com rolinho de espuma para impermeabilizar  Para todo esse móvel eu usei apenas um pote de 500 ml, mas confesso que não misturei com muita água. Ah, eu tomo o maior cuidado nessa hora para ficar tudo lindo, para não ter que lixar alguns pontos novamente.
3. Tome tinta! Pintei tudo com tinta acrílica da Corfix usando o rolinho de espuma para ficar bem igual - até Iris entrou na dança da pintura. Foram 2 mãos no móvel todo, e em alguns pontos foram 3 mãos. Usei quase dois potes de 500 ml de tinta na cor (olha o nome da tinta) Verde INGLÊS claro. (até porque a Inglaterra deve ser muito verde mesmo, tipo MUITO verde, quase uma Amazônia).
4. Aí vem o pulo do gato. Quando o móvel estava completamente seco peguei um tecido listrado que eu tinha em casa e cobri toooodas as frentes gavetas com o tecido. 

Para cobrir - agora com équio fotos!



1. Espalhe cola CASCOREZ de rótulo azul na parte da peça que você quer cobrir com tecido. Sem parcimônia, taque cola mesmo.
2. Coloque o pedaço de tecido alinhando da forma que você quiser - no meu caso eu brinquei usando as listras na vertical e na horizontal. Eu passo uma espátula por cima para ter certeza que fique bem esticadinho.
3. Passe novamente a cola desta vez por cima do tecido, novamente, bastante cola. Na hora vai ficar tudo muito leitoso, mas quando secar fica tudo lindo e impermeabilizado.
4. Não esqueça de fazer tudo também nas laterais da gaveta, caso você queira que elas também fiquem cobertas com o tecido.
/páre um pouquinho, espero um pouquinho/ Espere secar COMPLETAMENTE. (ou faça como eu e peça ajuda a um ventilador mais próximo para o processo ir mais rápido)
5. Para facilitar o próximo passo, dou piques nas sobras do tecido na altura dos cantos da gaveta, isso me facilita na hora do estilete.
6. Com um estilete AFIADO corte as sobras de tecido (sem medo, sai fácil, fácil). Essa foto ficou meio macambuzia porque eu mesma que tirei da minha mão segurando o estilete para poder ilustrar, mas o ideal é que você segure o tecido de um lado (esticando) e vá passando o estilete para tirar as sobras. Fica bem retinho e certinho.
7. Como Iris está numa fase "spikes", peguei duas cartelas de botões de spikes dourados que eu tinha em casa (RS 5,90 cada na Artfil da Rua do Rangel), cortei fora a parte de trás e colei os spikes no canto de cada gaveta com cola quente.
8. O spike já colado em seu devido lugar.

OBS - Fiz o acabamento todo com Verniz Fosco em spray da Artfix. Mas se quiser pode parar na cola.

Tcharán! Habemus movius novus et customizadus. Onde? Aqui!



De acordo com Iris SÓ ELA tem um móvel desses, e quem sou eu para discordar?

Contabilidade do projeto - no mesmo verde do móvel:

Cola - R$ 13,90 foi o que andei vendo pela internet. Sobra MUITA cola viu?
Organizador - R$ 144,00
Botões - R$ 8,00 (não usei as duas cartelas completas)
Base Acrílica - em torno de R$ 15,00 o pote de 500 ml (não usei todo, sobrou bastante para pelo menos mais dois projetos menores)
Tinta Acrílica Verde Berrante - em torno de R$ 15,00 (usei quase duas, mas fiz a besteira de pintar a frente das gavetas também, acho que uma de 500 ml e outra de 250 ml dariam e sobrava se eu tivesse abstraído a frente das gavetas) então o total de tinta deu R$ 30,00.
Tecido - eu já tinha em casa, mas devo ter usado mais ou menos 1,00 m de popeline (prefiro por não vazar a cor que fica embaixo do tecido e por ser um tecido bem encorpado, já tentei com tricoline e ficou bem ruim, até porque o tricoline por ser mais fino não só vaza a cor embaixo como também muda drasticamente de cor quando a cola seca). Você encontra popeline a partir de R$ 12,00 o metro.

Total - como eu já tinha a cola, o tecido, os botões, a base e o verniz em casa, saiu em torno de R$ 170,00.  Para quem for comprar TUDO o projeto custa em torno de R$ 220,00. Nada mal para um móvel só seu, né?

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Mainha, eu quero uma parede roxa!

Eu já comentei aqui sobre as benesses de uma parede pintada de uma cor diferente em um cômodo (ou vários) da casa. No nosso apartamento passado o quarto de minha filha tinha uma parede pintada de rosa pink fechado (isso mesmo), era uma tinta preparada da Iquine de nome Pitanga - eu ADORO o nome das tintas, porque nunca nessa vida de meu Deus uma pitanga vai ter a cor rosa pink fechado. Nesta parede - que era a parede onde a cama dela ficava encostada - eu colei um adesivo branco imenso de flores e pássaros. Ela simplesmente amava a parede e o adesivo; quando nos mudamos ela ficava me perguntando se eu ia trazer o adesivo da parede dela conosco, que obviamente eu não fiz.

Nossa mudança aconteceu em uma época que eu não estava legal (de cabeça mesmo) e a mudança em si só me fez piorar, então meio que montei o novo quarto dela com o que estava faltando - um armário - e fim. A única pergunta que eu fiz durante a mudança foi: de que cor você vai querer a parede do seu quarto dessa vez? A resposta foi o título deste post. E ficou por isto mesmo.

Um ano e meio se passou, o quarto da minha filha é um lugar sem pé nem cabeça e totalmente impessoal onde ela passa grande parte do tempo dela (hora no computador, hora assistindo TV, hora ouvindo música, poucas horas estudando, e horas e horas e horas desenhando mangá - vida de uma menina de 14 anos, sabe como é). Minha cabeça no momento está "ótema", obrigada. Então resolvi que dezembro vai ser o mês de abraçar o grande projeto de mudar o quarto dela para melhor. Por dois motivos:

01. Eu acho que ela merece algo melhor e mais agradável que realmente tenha a cara dela;
02. Como o quarto foi feito meio que jogado, ela por sua vez joga tudo em todo canto, sem parcimônia alguma. O quarto vive uma zona sem tamanho com tudo o que você pode imaginar jogado pelo chão, o armário sempre aberto e todo esculhambado por dentro e "otras cositas más". Eu acredito piamente que, uma vez que o quarto dela seja reformulado para algo mais com a cara dela, ela vai então passar a cuidar mais das coisas dela e fazer menos pouco caso de tudo que existe naquele lugar. Sou super adepta do lema de que organização gera organização.

Hoje o quarto dela está assim:

AVISO! As imagens a seguir são fortes, caso você tenha problemas do coração, tenha extremo bom gosto ou seja decorador de mão cheia é recomendável não vê-las. rsrs



Um pequeno comentário -Não, eu não tirei as fotos com o quarto bagunçado de propósito, o quarto dela VIVE assim. A faxineira vem uma vez por semana, organiza tudo e no dia seguinte já está assim de novo. É daí para pior, acredite!!! /fimdopequenocomentário

Quando eu pego um projeto grande assim eu normalmente divido ele em pequenos pedaços (ou pequenas metas). Durante este mês vocês vão ver uma série de posts intitulados (que até agora eu JURAVA que se escrevia ENtitulados): MEGA PROJETO : Quarto de Iris. Com passo a passo de coisas que eu tô aprontando dentro desse espacinho, links para sites de onde tirei idéias e inspirações, tudo com o aval da pequena grande mulher. O primeiro pedaço que vamos pegar é o da tal parede roxa. Aguardem e confiem!!!

Ah sim, a via de regra do Extreme Makeover é reaproveitar, inventar e gastar o MÍNIMO possível. =)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Socorro, férias escolares!!!

Uma pausa nas programações viajadísticas para voltarmos a falar de coisas (f)úteis.

Não venha me dizer que você, mãe, não sente um frio na barriga quando chega essa época do ano. Eu tenho CER-TE-ZA que sente. A minha guria já está com 14 anos e eu ainda sinto (embora ela ainda não esteja nem perto de entrar de férias, sabe como é: recuperação) imagina quem tem filhos menores. 

O pior é que nos dias de hoje a gurizada tende a ficar na frente da TV, enfiada no computador ou jogando videogame. É lamentável, mas é verdade. Então que tal tirar um dia com "os meninos", separar tesoura de ponta arredondada, cola e imprimir uma meia dúzia de PAPER TOYS e BONECAS DE PAPEL e fazer algo vintage e mesmo assim interessante com os pimpolhos? Sério, queria ter descoberto estes sites antes, mas até eu estou inclinada a entrar para o ramo. Olha só que coisa mais linda e mais cheia de graça:


Então, como eu sou muito gente boua (!!!) vou colocar os links para vocês.

1. Papercraft Square - Já entrando no clima natalino! Este site aliás é ótimo, tanto para os pais - com projetos mais elaborados - quanto para os filhos - com projetos mais simples.
2. Lou Lou and Tummies - A-DO-REI este site. 
3. Fwis - Monstrinhos, japinhas, todos muito, muito coloridos e interessantes.
4. Paper Replika - Este é para os mais velhos. Réplicas de um monte de coisas só para diversão.
5. The Toy Maker - Muita coisa vintage, desde marcadores de livro imprimíveis até o que mais sua imaginação puder conceber.

Você ainda encontra uma série de outros projetos aqui.

DICA!!! - Muitos destes projetos podem virar até objetos decorativos do quarto das crianças e da sua casa.

E as bonecas de papel? Dá para encontrar de um tudo na internet!

1 e 2 - 6 and Sweet 16 - Um monte de bonecas vintage dos anos 40 - 70 com uma série de roupinhas interessantes.

3 - Patty Reed Designs - Algumas super fofas.

E tem uma série de links direto para bonecas aqui e aqui. Os sites são em inglês, mas é só clicar nos links que as imagens abrem automaticamente.

Eu ando até pensando em ir em uma gráfica e pedir para imprimir algumas dessas bonecas em um papel couché para fazer quadros para o meu atelier!!

OUTRA DICA!!! - Quando for imprimir escolha papéis foscos e de gramatura maior - tipo os papéis para imprimir cartões.

E aí, dá ou não dá para se divertir com algo diferente nas férias dos meninos?

UPDATE Hoje eu passeando aqui (site que desde que descobri não me contentarei enquanto não conseguir lê-lo inteiro) terminei achando esse link para Paper Toys natalinos lindíssimos!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Zooropa: Low cost, ônibus, trem, e agora?

Depois de resolvidas as passagens e o roteiro, estava na hora de decidir como faríamos o deslocamento entre uma cidade e a outra. Hora de mais pesquisa.

Sairemos de Hellcife no dia 28 de janeiro, mas só chegaremos em Lisboa no dia 29, como queremos TERMINAR nossa viagem em Lisboa (com clima melancólico, fim de viagem, embalado pelo fado...), a primeira decisão era chegar em Lisboa no dia 29 para.....sair para Madri no mesmo dia. 

Os trens são românticos, charmosos e A CARA da Europa né? Mas tem que ver o custo benefício, temos que lembrar que estamos viajando "low budget" porque aqui ninguém acha dinheiro em árvore (ainda). Aí vamos para as pesquisas. A Eurail faz pontos entre países e a Renfe é a cia que funciona dentro da Espanha (Madri-Barcelona, lembram?) O trem tem uma vantagem das cias aéreas: você não precisa ir para o aeroporto, despachar as bagagens, esperar o embarque, esperar as bagagens, se deparar com atrasos ... você simplesmente vai na estação e pega o seu trem e tchau. 

A Eurail oferece o famoso Eurailpass que é um passe que te dá a oportunidade de fazer um número x de viagens dentro de um período de tempo. E aí tem uma série de passes diferentes e de variáveis diferentes: se você vai fazer só 3 países é um preço, se for fazer 5 outro, se for viajar sempre acompanhado da mesma pessoa o valor é mais baixo, se for viajar só dentro de um mesmo país é outro, e por aí vai, mas dentro do que vamos fazer, mesmo sabendo que vamos viajar sempre juntos, mesmo sabendo que só faremos 3 países, minha gente, COMO É CARO. Não compensava pegar o trem mesmo com passe para nós dois. Se a gente fosse passar um mês, se fosse fazer várias cidades em 3 países dentro deste mês ok, valeria muito à pena, mas 4 cidades em 3 países em 15 dias, no no no. Para vocês terem idéia, eu e o Arthur, com passe, pagaríamos juntos o valor de R$1.320,00 pelos nossos passes SEM incluir o trem bala entre Barcelona - Madri, que teria que ser pago à parte porque este trecho só a Renfe faz (que é a cia de trem da Espanha) e que a Eurail deixa claro que os passes não incluem este trecho (-damn!-).

Aí, depois desse susto com o valor dos trens, fui me informar sobre as low costs. Basicamente existem duas que são muito usadas na Europa: a Easyjet e a Ryanair. A última li péssimas críticas sobre, a primeira as críticas eram mezzo mussa, mezzo calabresa. Ambas têm o mesmo problema: se você não despachar as bagagens é tudo lindo. Se despachar você PAGA por volume despachado. Ambas têm um peso mínimo para a bagagem despachada: 20kg por volume e se for mais de uma pessoa a SOMA dos dois volumes despachado não pode passar 40 kg (a Ryanair são 15 kg por volume, se não me engano). Aí tem o catch, se você ultrapassar esse peso você PAGA uns bons 10 euros POR KILO. Eu sempre fui boa em "viajar leve", mas temos que lembrar que estamos indo no inverno, que roupa de frio pesa (por menos que você leve) e que invariavelmente vamos voltar MAIS pesados do que fomos (souvenirs, um creminho aqui, um mapinha ali, presentinhos para filha, mãe, vizinho, papagaio, periquito... kkk). 

E qual foi a nossa solução? Low cost, claro. Com despache de bagagem em todos os vôos. Aí já compramos todos os trechos: Lisboa - Madri, Barcelona - Paris, Paris - Lisboa. E você vai se perguntar: E Madri - Barceloa, vai fazer a pé? Não caro colega, esse trecho vamos fazer de bicicleta trem que é para ter o gosto da coisa (e porque a Easyjet não faz esse trecho, mas abafa), OU faremos de ônibus e encararemos 7 horas de viagem durante a noite. Mas o trem é nossa prioridade e estamos só aguardando as vendas dos tickets abrirem (abrem 48 dias antes da data da viagem) para nós conseguirmos uma tarifa boa com desconto pela internet (viagem low budget, lembra?). Se não rolar, vai ser ônibus mesmo. E mesmo com todos esses trechos de avião MAIS esse de trem MAIS o despache da bagagem, estamos pagando MENOS DA METADE do valor que um Eurail pass nos sairia. Vejam vocês, nós estamos pagando o valor que sairia para UM de nós ir até o Rio de Janeiro e voltar com uma passagem com desconto da Gol. Santa cia low cost!

Problema de deslocamento resolvido! E lembra que eu no último post comentei que tinha que trabalhar o meu medo? Então:

Eu, trabalhando meus medos. HÁ!

sábado, 17 de novembro de 2012

A Lua de Mel Tardia, A Vontade, Paris e o Medo.



Aviso logo aos poucos que por ventura ainda entrem por aqui para ver se postei alguma coisa que sim, estou voltando. Mas que este blog durante os próximos 3 meses se tornará um blog de viagens, então acompanhe quem aguente. risos

Dia 05 de janeiro de 2013 faremos seis anos de casados (quem diria), e apesar do nosso casamento ter sido uma mega farra entre amigos, quando a festa acabou voltamos para casa para dormir e ir trabalhar no dia seguinte porque, sabe como é: não tínhamos dinheiro para sair de lua de mel, o marido tinha acabado de trocar de emprego e não ia rolar de tirar dias de folga, e....nós tínhamos um apartamento inteiro para juntar dinheiro e ir montando aos poucos. Enfim, não rolou.

Seis anos se passaram (ou terão se passado em janeiro) e o marido, mouro, nunca tirou um dia de férias. Eu curto trabalhar, mas o marido me supera na workaholicidade em anos luz.

Depois destes seis anos de muito trabalho, de muito suor, de muito stress....finalmente resolvemos que está na hora de viver um pouco mais. Então, decidimos que estava na hora de sairmos de lua de mel. E....vamos para a Europa! Sonho de consumo dos dois que nunca estivemos por aquelas bandas.

No dia que comprei nossas passagens eu enchi os olhos de lágrimas, depois enviei as passagens por e-mail para o marido que ficou com cara de "não creio" do outro lado do PC. Só sabíamos até então que dia 29 janeiro nós desembarcaríamos em Lisboa (que foi na verdade a passagem mais barata que eu achei), e no dia 12 de fevereiro tomaríamos o rumo de volta para o Brasil saindo de Lisboa (ida e volta do mesmo ponto barateiam as passagens também).

Primeiro passo: Definir o resto do roteiro (lembrando que teremos que voltar para o ponto de partida em 13 dias). Primeiro problema: dinheiro e tempo. Primeira solução: Fazer menos lugares para curtir os lugares um pouco mais.

Como teremos que voltar para Lisboa, então a pedida era ficar por aqueles arredores. Nada de ir parar na Áustria (sonho de consumo meu já que a família vem daquelas bandas), nem dar um pulo em Londres (porque é caro demais ir para lá). Então...fronteiras, fronteiras, fronteiras. Espanha sempre foi pedido dele, que fala espanhol fluente e é louco para dar uma checada na cultura. Então Espanha foi escolhida. Lá pelas tantas, cogitei abrir mão da França, mas o marido não deixou, disse que eu sempre disse que queria conhecer e, bem, é lá por perto de Portugal, então, porque não?

Segundo passo: Quanto tempo passaremos em cada canto? Com um guia da Europa na mão, demos uma lida sobre cada lugar, seus pontos turísticos, e definimos assim:

Nosso Roteiro:
Lisboa - Madri - no mesmo dia que chegamos pegamos um vôo direto para Madri e ficamos até o dia 01 de fevereiro;
Madri - Barcelona - onde ficaremos até o dia 06 de fevereiro;
Barcelona - Paris - até dia 09;
Paris - Lisboa - até dia 12.

Eu estou bem satisfeita com a decisão dos dias. Eu tô super ansiosa...mas...(sempre tem um mas)...eu estou A-PA-VO-RA-DA com a idéia de ir para Paris. Juro pelos meus lindos olhos castanhos! Penso em Paris e praticamente tenho uma diarréia. O motivo? Vários! Pela primeira vez vou para um país que não só não falo a língua como os parisienses são conhecidos por torcerem o nariz quando você tenta falar inglês com eles. Como eu vou entender o cardápio? Como vou pedir a comida? Como vou entender o preço? Como vou pedir informações? Eu estou com pavor de ficar muda durante os dias que vou passar lá. Tô morta de medo de levar fora de parisienses. Ah, e vale salientar que a cidade é cara por demais. Toda vez que vou fazer uma reserva em um hotel eu desisto por conta do preço, acho que vamos dormir no banco da praça! Ai que frio na barriga! (e não é um frio bom).

Próximo passo: Trabalhar meu medo.

Será?

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Eu e o video game, o video game e eu





Aviso aos navegantes, este é um post com altas doses de "nerdismo". Caso você não se sinta à vontade com o assunto lhe deixo relax para pulá-lo. Prometo não guardar rancores. rs

Um dia eu explico para vocês como a minha paixão por vídeo games começou só adianto que foi lá nos idos do Atari e seu stick + botão único e vermelho. Sou mocinha recatada e gosto de fazer tudo o que uma mulézinha faz, sou tão mulézinha que até o clichê mulher vs. moda virou meu ganha pão, mas quando o assunto é jogo a coisa muda de figura.

Tirando RPGs, e os jogos do Lego (diversão e gargalhadas garantidas) eu sempre tive paixão por jogos de tiro, vulgo FPS para os chamados hardcore gamers (que seriam o que o meu irmão chamava de "povo secão por videogame"). Aí que este ano me inventam de lançar uma porrada de FPS de uma vez só. 

Marido que já conhece a minha sina de curtir sair (virtualmente) dando tiro por aí foi logo adiantando e me dando Battlefield 3, Crysis 2, Bioshock 2.  Três títulos grandes que saíram agora. Fiquei logicamente toda abestalhada com tanta coisa para jogar. Uêba, ia matar tanta, tanta, tanta gente que chega ia doer nos ossos dos dedos. Só que....rolou uma decepção.

Acontece que hoje em dia as empresas andam investindo pesado no modo multiplayer online, e acabam esquecendo do povo que gosta de jogar sozinho, sentado no sofá da sala, concentradinho em dar um tirambaço na cabeça do fulano que se esconde atrás da pilastra. E por conta disto as campanhas para single player (que é como chamam os jogos para esses lobos solitários) estão menores e menos interessantes....e repetitiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiivas. Junte à isto o fato das histórias contidas nestes jogos serem tão imensamente sem sal que nem para você se conectar com o personagem principal tá valendo. Porque, para quem não sabe, em jogo rola isso de você se identificar com o personagem principal e você termina levando o jogo em frente para ver como ele vai terminar, para ajudá-lo a sobreviver, para ir além. Sim, gamers são doidos a este ponto, veja você.

Então, como eu ia reclamando, eu sou uma pessoa old school, eu não curto jogar conectada com um monte de guri de aproximadamente 15 anos que leva aquilo como religião. Eu não quero entrar com o jogo na internet e ser xingada porque não corro rápido o bastante para acompanhar o pelotão. Eu jogo para me divertir, para desestressar, para abstrair e não o contrário. 

Jogar em conjunto para mim é sinônimo de jogar com alguém que está sentado ao seu lado no sofá berrando para você que está morrendo e que você precisa ir ajudá-lo e não com pessoas que eu não conheço, não sei quem são e que são xiitas com resultados (aliás, eu tenho pavor de gente que é xiita por qualquer coisa). Jogar em conjunto para mim é comprar uma cerveja, ligar o videogame e dividir a experiência com alguém visível, palpável e que se encontra fisicamente no mesmo ambiente que você. Só que hoje as empresas estão mais preocupadas em desenvolver um jogo para o primeiro grupo do que para os velhuscos (eu) do segundo. Mas se esquecem estas empresas que são os velhuscos da época do Atari que as sustentam, porque somos nós que GASTAMOS mais com jogos.

Nós somos os chatos que escolhem o jogo a dedo, porque não é qualquer porcaria que entra no meu XBOX, eu não vou perder meu tempo com qualquer coisa, se eu vou dedicar parte do meu tempo em um jogo tem que ser em algo que eu não sinta que perdi dinheiro depois. Por isso somos nós que pesamos na hora de sair uma boa crítica de um bom jogo. Eu quero me sentar sozinha e curtir a viagem. E hoje, infelizmente, a "viagem" tá um saco de se curtir nos FPS.

Os gráficos são lindos, quase reais, as armas maravilhosas, o setting show de bola e o jogo dura.....3 horas....5 horas no máximo para ser zerado (que significa você acabar um jogo - toda trabalhada na explicação para os leigos). E antes que você que não é jogador tome um susto e diga: Nossa, ela fica sentada 5 horas direto jogando?, não, são 5 horas que terminam depois de uma semana jogando um pedacinho cada dia. E sim, é POUCO. Quando você começa a curtir e pegar o jeito do jogo ele acaba, e só resta para você entrar na sala do multiplayer online para continuar jogando. E eu, caros colegas, não tenho saco para isto.

Então caros desenvolvedores, favor começar a repensar em nós, single players, e por favor, nos entreguem campanhas que pelo menos PASSEM A IDÉIA de que vocês passaram um tempo um pouco maior pensando no nosso seleto e exigente grupo, porque eu lhes garanto, somos fortes o suficiente para fazer um jogo afundar. (complete isto com uma risada malévola) MWAHAHAHAHA. (fim da risada malévola).

Grata.